Esta semana, finalmente tive a oportunidade de assistir ao documentário “O Mistério do Globo Ocular”, uma produção do jornalista nascido em Pedro Afonso-TO, Wherbert Araújo. O filme aborda todo o mistério a respeito da inédita patologia que, em 2005, atingiu mais de 250 pessoas na cidade de Araguatins, extremo norte do estado do Tocantins. O documentário foi o vencedor tocantinense do IV Concurso DocTV, e com isso foi lançado e divulgado nacionalmente pela TV Cultura.
O Mistério do Globo Ocular marca a estréia de Wherbert Araújo em uma produção nacional. Além de dirigir ele também se encarrega da produção e participou in loco da coleta dos depoimentos em Araguatins. Wherbert também tem no currículo duas premiações no “Chico”, o festival universitário de cinema do Tocantins, no ano 2000.
O filme é composto, em grande parte, por depoimentos dos moradores de Araguatins, além de autoridades estaduais e municipais. Através da fala dessas pessoas, podemos conhecer um pouco do medo que assombrou a população daquela cidade. Eles viram seus vizinhos, amigos, seus filhos sofrerem com uma moléstia supostamente contraída na margem do Rio Araguaia, que banha a cidade. As pessoas eram acometidas por nódulos e manchas nos olhos depois de tomarem banho nas águas do rio. Algumas tinham perda significativa de visão em um dos olhos.A montagem das cenas dá bastante dinamismo ao filme, nelas quase não é possível notar a intervenção de quem entrevista, e a conversa é conduzida de modo muito natural. Dessas cenas são extraídas as mais diversas opiniões sobre as possíveis causas e tratamentos para a doença, além do depoimento dolorido e sincero dos que foram atingidos por ela.
O filme também é competente em retratar algumas das conseqüências que o surto trouxe à cidade: O preconceito daqueles que ouviam partes mal-contadas da história e o prejuízo financeiro em decorrência da queda do turismo.
Quando o filme acaba, a sensação de quem assiste é a mesma dos cidadãos de Araguatins, um desolamento por não saber o que realmente aconteceu. Nada é explicado, diversas hipóteses são levantadas, mas nada é concretamente provado. Houve na época uma intensa movimentação da comunidade científica em torno da cidade, a doença repercutiu até internacionalmente, porém não houve retorno na forma de respostas.
No fim, entendemos perfeitamente a frase que se lê no teaser do documentário: “Uma doença, uma cidade, muitas perguntas, nenhuma resposta.” Esse é o sentimento do telespectador. A doença veio, mudou radicalmente a vida daquelas famílias, e ninguém sabe o porquê.
Araguatins não está sozinha, todos nós estamos cegos.
- O documentário foi exibido ao público pela primeira vez em 03 de junho, em Palmas.
- Ainda não tenho informações sobre o lançamento em DVD.
TáFalado!













Posso postar no VivoVerde?
ResponderExcluir=]
PS: Parabéns
PS2: Banner do blog está diferente =] veja no "Política de parceria"
ResponderExcluire PS3: vou colocar os banners de v6 esta semana :*
http://vivoverde.com.br/?p=619
ResponderExcluirNão responderam ... ams postei ahahhaa
Mesmo o post sendo do stanley, creio que não tem problema Daiane. sinta-se a vontade para utilizar o post, fazendo a referência ao espelunKa.
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