quinta-feira, 18 de junho de 2009

Do Fundo do Baú - Patrine


Agora levante a mão aqueles que, como eu, passavam as tardes com as inesquecíveis tokusatsu da finada Rede Manchete.
Ah saquei... você não faz idéia do que é isso. Pode ficar tranks aí que eu explico procês
. O tokusatsu, nada mais é do que qualquer produção japonesa de super-heróis em live action, cheia dos efeitos epeciais, como explosões e aquelas faíscas espetaculosas. Pois bem, a série que eu vou desencavar hoje não era sobre um "super-herói". Falo de uma super-heroína, nem tão super assim. Who's she? Patrine!
Quando lembro desse programa duas perguntas me vêm à cabeça:

1- O que o autor dessa série tinha na cabeça quando escreveu aquele troço?
2-
O que EU tinha na cabeça pra assistir àquele troço?

Não me entendam mal amigos, não é nada pessoal, mas a Patrine era MUITO TOSCA! O engraçado é que quando me veio à memória a imagem dessa heroína, embaçada pelo tempo, eu achava que tinha sido um devaneio da minha mente desocupada. Pensei "Nááá, não tinha Patrine coisa nenhuma, tenho que parar com esse negócio de ficar vendo blogs até de madrugada." Mas ela existiu sim, e eis a prova:

Is it the real life??

Depois disso o resto das lembranças foram brotando, o figurino bizarro, o roteiro mais sem noção da terra...
Sente só a comédia. A Patrine (Mascarada Graciosa Powatrin, era o nome completo no RG dela), ganhou os seus poderes de um vovozinho que era o suposto "deus local", ele recrutou a menina pra proteger o lugar dos "perigosíssimos" meliantes que rondavam as redondezas.
Os bandidos eram tão barra-pesada que eu imagino o
Alborghetti falando: "Bota a cara desse elemento aí, esse safado aterrorizou o povoado, roubava os deveres de casa das criancinhas e respondia tudinho!!" Sério mesmo, um dos super-vilões tinha como hábito entrar na casa dos meninos e meninas e fazer toda a lição de casa, corrão para as colinas!!
Agora, os campeões eram os caras da máfia dos empanadores de brinquedos, eu disse EMPANAR BRINQUEDOS! Eles jogavas os brinquedinhos num caldeirão de fritura, com a intenção de fazerem crianças explodir de tanto colesterol.


Com o desenrolar da história chegou o vilão-mor, o Diabo do Inferno (Não bastava ser um diabinho qualquer não, tinha que vir do Inferno!). O
look do tal diabão me faz chorar sangue de tanto rir até hoje (vide foto abaixo), ele era uma mistura de Fantasma da Ópera com o Toninho do Diabo.
Ele fez o inferno (obviously!) na vida de Patrine e de sua irmãzinha. Irmã??
Foi porque, no meio do bagaço todo, a menina ganhou a companhia da pivete pra combater o crime organizado, mas nenhuma das duas sabia da identidade secreta uma da outra.

Ui, que meda!!

As batalhas eram outra comédia à parte, ela dava uns piparotes e uns empurrões na cabeça dos malacos, e eles caiam desmaiados. Patrine Wins!! Elas também tinh
am umas adagas de plástico que eram "pau pra toda obra", isso sem falar no sensacional e potentoso CARROSSEL COM MUSIQUINHA!!
Essa genial e moderna máquina de guerra tinha o poder de enlouquecer os vilões, eles sucumbiam às alucinações da musiquinha do carrossel e revelavam que não eram maus, eram apenas garotinhos que precisavam de um abraço. O passado do Maníaco do Dever de Casa revelou um menino humilde que não podia estudar, porque sua mãe usava seus lápis pra temperar a comida, diliça!!
Até o Diabo do Inferno foi exorcizado pelo carrossel (Esse é o episódio final, não exibido no Brasil), na sua infância ele queria ser um tocador de sino e sua mãe na permitia, nada mais justo então do que se tornar um vilão malvado que queria conquistar o espaço sideral - a Terra não servia, tinha que ser o Espaço Sideral e todo o vácuo nele contido.


As duas irmãs Patrine

E pra terminar todo o show de horror, os temas de abertura na versão brasileira eram tensos! Tá certo que a tecnologia de gravação era ruim na época, mas brincadeira... vai cantar feio assim na #putaqueopariu. Vou postar o vídeo da abertura, assista por sua conta e risco.

Enfim, mesmo com toda a canastrice e produção mambembe do seriado, lembro que eu gostava muito daquela porqueira toda, por que? Eu só tinha cinco anos e nenhum pingo desse meu senso crítico descarado de hoje, qualquer coisa da TV tava valendo pra mim...


TáFalado!

Um comentário:

  1. Gente, fiquei até emocionada agora! falo sério, ein =) a Patrine é uma das melhores lembranças que tenho da minha infância! Pergunto p/ as pessoas, e ninguém se lembra! Eu ficava até triste...rsrsr

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