sábado, 15 de agosto de 2009

Som de Sábado - Arctic Monkeys


Um leitor mais atento, pode ver o título e perguntar: "Meodels!! Arctic Monkeys de novo!!".
É bem verdade que eles já apareceram por aqui antes, na verdade eles inauguraram a sessão Som de Sábado. Mas na época eu passei loooonge de abordar o assunto com mais dedicação. Entendam. Eu era jovem e tolo, e não compreendia a dimensão real da banda.

Em pouco tempo, eles passaram de moleques que acabaram de aprender a tocar guitarras imitando os Strokes, para se transformarem nos cabeças de uma tendência que levou a música da Inglaterra para o mundo novamente. As denominações não importam, Indie, Pós-Punk, Garage, tudo isso é rótulo desnecessário.
Esse oba oba em torno da banda chegou a prejudicar a credibilidade musical da banda, taxados de banda modinha por causa do apelo midiático que eles tinham. Eles estavam na TV, no rádio, na Internet, nos pôsteres dos quartos da meninas, enfim. Mas tudo isso foi rebatido em forma de música, a regularidade e criatividade dos
Monkeys deu-lhes o respaldo que eles necessitavam, e eles puderam crescer como músicos.

Se ele é cool? Tô nem aí. Quero é ouvir o som.

Uma das explicações do sucesso do grupo pode ser encontrada na figura do seu líder, Alex Turner. As letras falam de forma crítica e cômica da realidade de tribos urbanas inglesas, dos subúrbios de Sheffield (a cidade onde eles cresceram), e é claro, falam de relacionamentos. Turner já é imitado por muita gente que surgiu por aí, até mesmo no Brasil. Uma revista do Reino Unido elegeu Alex Turner como o "O Homem mais Cool de 2005". Isso já é babação demais, não acham?
Mas afinal, por que diabos eu vim escrever sobre o AM de novo? Simples, dia 21 de agosto sairá, no Brasil, o terceiro álbum de estúdio da banda, denominado
Humbug.

Antes de falar do último álbum falemos um pouco dos anteriores.

O sucesso dos Monkeys surgiu antes mesmo que eles tivesse gravado um álbum oficial. Eles tocavam em pubs e tiveram uma idéia simples; "Se somos uma banda de iniciantes, por que as pessoas vão querer pagar pra ouvir a gente?" Então decidiram espalhar suas músicas gratuitamente pela cidade, ou distribuindo demos nos bares em que se apresentavam, ou através da Internet.
Depois de um tempo eles já tinham um público cativo, pra começar a compras suas músicas.


Nessa toada, saiu o primeiro álbum ,
Whatever People Say I Am, That's What I'm Not (2006). O CD era basicamente composto de músicas que já haviam sido lançadas em compactos anteriores, nem por isso a sede dos fãs diminuiu. Só na primeira semana, foram vendidas mais de 360 mil cópias, um recorde na Inglaterra.
O segundo álbum,
Favourite Worst Nightmare (2007), mostrou q eles não estavam mesmo brincando de fazer música. As músicas são de um experimentalismo impessionante, exemplo: as entradas do baixo de Nick O'Malley, no estilo funk.

Humbug
Experimentalismo, again. Essa característica já era dada como certa no novo álbum, através das declarações da banda sobre a nova criação. E é verdade, pelo que pude ouvir nas músicas. Porém, eu esperava mais deles.
Quem produziu o álbum foi ninguém menos do que Josh Homme, o
frontman do Queens Of The Stone Age, por isso achava que Humbug devia soar mais como o "novo Arctic Monkeys" e não o "velho Last Shadow Puppets" (projeto paralelo de Turner com Miles Kane, do Rascals). Ainda sim, o CD é muito bom!





Agora, lá vai um vídeo para cada álbum.

When The Sun Goes Down - Whatever People Say I Am, That's What I'm Not


Esse clipe é formado por partes do cuta-metragem Scummy Man, que foi baseado na música. Ele conta a história de uma jovem de Sheffield tentando escapar da prostituição e do domínio de seu cafetão, que é o tal Scummy Man.

This House Is A Circus - Favourite Worst Nightmare


Vídeo extraído do DVD ao vivo gravado no ano passado no Teatro Apollo, em Manchester.

Crying Lightning - Humbug


Esse é o primeiro single do novo álbum, a música quase resume o estilo do resto do CD.



Tá Falado!

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